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    Blog Sony Xperia Brasil

    A primeira vez que me demiti e fui viajar o mundo o único gadget que levei foi meu smartphone. Foi difícil me adaptar ao teclado, apanhei um pouco, mas venci e fiz do celular minha ferramenta principal para atualizar meu recém criado blog de viagens:  www.eusouatoa.com. É incrível como que, com um pequeno pedaço de tecnologia que cabe em qualquer lugar, consegui fazer de tudo.

    Registrei a viagem, compartilhei conteúdo, me conectei com leitores e editores de revistas para as quais escrevo. Falei com amigos, família e pessoas que conheci viajando. Ao longo do caminho pesquisei sobre os lugares que iria visitar e o aparelho serviu como mapa, bússola, calculadora e, por incrível que pareça, ainda o usei para a incrível função de fazer chamadas e enviar mensagens para números locais – geralmente pagando pouquíssimo por um plano pré-pago. Ao todo, foram nove meses de conteúdo com textos escritos no bloco de notas e fotos e vídeos feitos com a câmera do aparelho.

    Meu nome é Lívia Aguiar, mineira de BH, formada em jornalismo e essencialmente curiosa. Já colaborei para redações grandes e pequenas, agências de conteúdo e institutos, trabalhei em emissoras de rádio, em sites e até participei de um reality show que passou na MTV. Mas eu gosto de trabalhar é na estrada.

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    As pessoas em movimento, carregando suas histórias, me inspiram – lugares novos são como livros que precisam ser decodificados e compreendidos. Flerto com a felicidade em um ônibus lotado de sacos de grãos, galinhas e música alta rumo a um vilarejo no meio de uma montanha. Em um barco com marinheiros que conhecem suas águas. Ou em um trem, microuniverso, pra qualquer lugar.

    Toda essa movimentação, porém, não tem tanta graça se não posso levar o que vivo para outras plataformas. Escrever sobre as andanças, tirar fotos, fazer vídeos e snaps – enfim, mostrar a viagem pra quem está do outro lado da tela – me motiva a procurar lugares mais escondidos, mais interessantes, mais desconhecidos entre os brasileiros. Histórias mais surpreendentes, imagens visuais e textuais que ajudem a mostrar a sensação de estar ali.

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    O Snapchat, em especial, é minha plataforma favorita no momento. Estou viajando pela Tailândia e Laos e através dele compartilho na hora imagens do que estou fazendo, recebo feedbacks de quem me assiste em tempo real e não preciso me preocupar tanto com a qualidade das imagens (ainda que tente fazer vídeos legais sempre que dá). Com histórias que vem e vão, o Snapchat é uma fotografia de areia que se dissipa depois de 24h – mas eu salvo tudo no meu memory card e pretendo subir no tumblr quando voltar ao Brasil. Nem tudo precisa ser impermanente.

    Se tenho um bom celular com uma boa câmera, tenho tudo que preciso nas mãos para seguir trabalhando. Só não podem me roubar, claro. É por isso que também invisto em armazenamento nas nuvens internéticas, back-ups sempre que a conexão é um pouco mais rápida e num seguro pro aparelho. Alguns amigos são fãs de tablets pequenos e e-readers, mas eu achei minha fórmula. Hoje, com quase três anos de estrada, estou viajando com um smartphone, a câmera gopro (pra filmar na chuva e debaixo d’água) e um pequeno notebook para poder escrever mais.

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    Às vezes tenho vontade de jogar o computador pela janela (tão pesado! Volumoso!), mas quando preciso trabalhar em um texto longo (como o capítulo que escrevi pro livro Queria Ter Ficado Mais) meus olhos, mãos e coluna agradecem. Se inventarem um teclado para celular de preço acessível e confortável de usar, pode ser que dispense o PC. Ah! Um bom carregador portátil de gadgets também mudou minha vida. Deixei de mendigar por tomadas em todo lugar que chego.

    É fato que os celulares mudaram pra sempre as nossas relações. De vez em quando me lembro como era quando fiz meu primeiro mochilão, em 2008, e me surpreendo por ver o quanto a internet e os dispositivos estão naturalizados no nosso cotidiano.

    Por um lado, é ótimo para me manter próxima de quem amo. Sigo acompanhando os grupos de whatsapp da família, dos amigos de BH, de SP, daqueles espalhados pelo mundo. Consigo opinar sobre qual vestido minha irmã deve comprar pra ir a um casamento estando a 5.000km de distância e, depois, fofocar sobre a festa. Aí a saudade aperta menos. Por outro lado, nos albergues, onde antes havia varias rodas de semi-conhecidos batendo papo, agora vejo muita gente estática sentada sozinha olhando para suas telas. Penso que, se nos desconectarmos do mundo virtual por algumas horas, ainda é possível conhecer pessoas incríveis – e depois podemos usar a tecnologia para manter contato com elas e, quem sabe, combinar de se reencontrar.

    Além de maneirar na conexão com a internet, para ter uma vida equilibrada também é preciso saber quando é hora de fotografar e quando é hora de olhar para o mundo sem mediação. No meu caso, sem preocupação em produzir algo a partir da experiência. E sabe? São nesses momentos despretensiosos que eu encontro a maior quantidade de surpresas no caminho, que inevitavelmente virarão algum tipo de conteúdo para meus leitores.

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    Achar sem procurar, como o amor também deve ser. Tudo que podemos fazer para que algo aconteça é nos colocarmos por inteiro no mundo e aguçar os sentidos. Aí depois, quem sabe, registramos o momento para não perder a história para o esquecimento: com uma selfie, um desenho ou um rabisco no diário de viagem.

    Eu sou à toa no mundo, flutuando pelo planeta ao sabor das ondas, conectada pela internet a todo lugar sem precisar estar em lugar nenhum. No Snapchat (eusouatoa), o momento; no Instagram (@eusouatoa), a foto bonita; no blog (www.eusouatoa.com) a viagem digerida; no Facebook (www.fb.com/eusouatoablog) e no twitter (@eusouatoa) o feed de tudo.

    Me segue e se inspire pra ser à toa também, mesmo que por alguns minutos por dia.

    • Lívia Aguiar

      Lívia Aguiar

      Lívia Aguiar é criadora do blog de viagens www.eusouatoa.com, jornalista, escritora e produtora de conteúdo para internet, rádio e publicações independentes. Se a internet não existisse, sua vida seria muito diferente. Provavelmente estaria ganhando muito dinheiro usando sapatos em um escritório, mas prefere andar de chinelo e colher flores pelo caminho.

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